Recado de Zilmar Basílio

Boa Noite, Vereador Edson Santos, Beth Carvalho, Ricardo Cravo Albin, Lygia Santos, a homenageada Vó Maria e a todos os presentes. Eu pensei que a minha emoção fosse me permitir falar, mas eu vou fazer leitura mesmo.
Meu nome é Zilmar Borges Basílio. No lugar do Borges, deveria ser "da Silva". Hoje este sobrenome está em moda, mas meu pai o achava muito comum e o tirou. Quem não deve ter gostado nada, lá em cima, foi meu avô Januário. Bem, mas estou falando isso porque meus avós maternos morreram quando eu ainda não havia nascido. Dos paternos, conheci minha avó Avelina, que morreu quando eu tinha oito anos. Deus em boa hora me deu de presente, aos quatorze anos mais uma família, e minha avó querida, Maria dos Santos, que com seu imenso coração já perdeu as contas dos netos e bisnetos que vem acumulando ao longo dos seus noventa e dois anos de vida. É com muito orgulho também que digo que a primeira vez que ela se apresentou profissionalmente foi na última campanha do Edson Santos para vereador, num evento que nós fazíamos todas as segundas-feiras chamado "Segunda dá Samba " e foi ela quem pilotou essa homenagem, junto com outras cantoras.
Carmem Costa - minha tia, irmã de meu pai - conheceu Lygia Santos, filha do Donga, ficaram amigas. A Barra de grana apertou lá em casa, em Pendotiba, e viemos, eu e Zuleide, minha irmã mais velha, morar na casa da "tia" Lygia, e da nossa irmã Márcia Zaíra. Claro, meus pais logo viraram irmãos dela. Com Vó Maria, nós, da família Basílio, ganhamos Soninha, Waltinho, Tio Walter e a nossa saudosa e querida tia Nilza. Posteriormente, a Ana, a Dara, enfim, todo mundo.
Fiz essa introdução porque as pessoas sempre perguntam qual é o parentesco entre Carmen Costa e Donga? Aproveito para dizer que parentesco consangüíneo, nenhum, mas afetivamente nossa família é única, como as famílias negras africanas.
Vim aqui na tribuna para falar da minha Vó Maria. Bem possessivo, né? Vou consertar: nossa Vó Maria, de toda essa gente presente aqui no Salão Nobre. Ela é um ser humano impecável, dribla a dor, a tristeza, consegue liqüidificar e tudo vira grande alegria. Sempre tem uma palavra de carinho para cada neto e bisneto. E as broncas, claro, também, nos momentos necessários.
Estou muito emocionada em saudá-la em nome dos netos e bisnetos, e finalizo dizendo alguns versos:"A mulher que ama reinventa o paraíso. A mulher que é amada move-se majestosamente." e "Te amo, te venero, te, idolatro, numa perplexidade de criança.".
São "O Camelô do Amor" e "Conjunção do Ausente" do poeta Vinícius de Moraes. Quando recebi o convite e a incumbência para falar, me emocionei. E agora de novo, emocionei-me ao escrever, e estou com medo de continuar a emoção. Já vou finalizar. Não conseguiria falar de improviso, se não só choraria. E Vó Maria é sinônimo de ALEGRIA.
Nós te amamos, como se todos tivessem saído do mesmo ventre. Como você sempre diz: não adianta mais, só queremos a sua bênção e o seu amor. Nós te amamos.